POPULAÇÃO
No que diz respeito à população residente
na freguesia, em 1527 o rei D. João III ordenou o Cadastro
da População do Reino. Tal documento dá
a São Cipriano a soma de 65 moradores (fogos). Os lugares
mais populosos eram Nogueira com 21 fogos, Covelinhas com
13, Lourêdo com os mesmos e Lagariça e Matos
com 9 cada um. Em 1758 o pároco, respondendo às
Inquirições Paroquiais, afirmou que a freguesia
de São Cipriano era composta por 149 vizinhos (fogos)
e 576 habitantes. Em 1790 D. Joaquim indicou na sua História
Eclesiástica a existência de 718 pessoas. O Censo
de 1864 indicava já 1131 habitantes, o de 1911, 368
fogos e 1265 pessoas e o de 1940, 385 famílias e 1314
residentes. O Censo de 1950 atribuiu à freguesia o
número máximo de população da
sua história: 1364 habitantes. Nas décadas de
1960 e 70 verificou-se uma quebra de população
devido à emigração para África
e Brasil e também para Lisboa.

O Censo de 1981 contabilizava 996 habitantes, enquanto que
em 1991 a indicação era de 912 indivíduos.
Actualmente São Cipriano conta com 857 habitantes.
No corrente ano (2001), e em relação há
uma década atrás, houve uma variação
de menos 6%. O número de eleitores é de 741.
O número de indivíduos da faixa etária
dos 0 aos 18 anos corresponde a 212.
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
Em resposta às Inquirições paroquiais
(1758), o pároco de São Cipriano afirmou: “Os
frutos que produz a terra desta freguesia são bastante
trigo e bom, milho grosso, algum centeio e pouco azeite, que
só um terço da freguesia colhe algum, e não
é bastante para seu gasto”.
“Há nela criação de gado como
são bois e vacas, ovelhas, poucas cabras, alguma caça,
coelhos, perdizes, poucas lebres, e nesta serra se encontram
muitas vezes no Inverno, lobos”.
Referindo-se ao ribeiro Cabrum, dizia: “Cria em si poucas
trutas e alguns bordalos, e são as pescarias livres...
e tem esse frio nesta freguesia 25 rodas de moinho”.
O testemunho do Padre Alberto Pereira Cardoso também
nos parece de vital importância para a caracterização
da vida económica de São Cipriano. No aspecto
agrícola, o padre apresentava um mapa-tipo com as principais
produções daquele ano: milho, trigo, centeio,
feijão, batata, vinho e azeite. Também elogiava
muito o fumeiro que se fazia na freguesia, o delicioso pão
podre de São Cipriano e os trabalhos de preparação
do linho.
Hoje em dia a população de São Cipriano
dedica-se essencialmente à agricultura. As culturas
predominantes são a vinha, os cereais, a batata e os
legumes. No ribeiro do Cabrum pratica-se a pesca desportiva,
destacando-se a pesca da truta. A população
activa dedica-se ainda à construção civil
e às pequenas indústrias. Estas últimas
estão representadas pela padaria de Covelinhas, por
duas carpintarias e uma serralharia. No que toca ao comércio
e serviços existe na freguesia três cafés,
três mini-mercados, um talho e uma farmácia.
Nos fundos da freguesia, próximo da ponte do Nelho,
construiu-se em 1992 uma Central Eléctrica, com aproveitamento
da energia hídrica do Cabrum.
Em São Cipriano existe uma Casa do Povo e um Centro
de Saúde que simbolizam o desenvolvimento da freguesia
e a sua lenta independência em relação
à sede do concelho.
Através do Livro de Registos do Concelho de Aregos
(manuscrito existente na Câmara Municipal de Resende),
podemos verificar que a primeira escola que existiu em São
Cipriano foi criada pela rainha D. Maria II, por provisão
de 7 de Janeiro de 1846. Foi nomeado professor de primeiras
letras, por três anos, João Gonçalves
Teixeira. Ainda neste século, funcionava em São
Cipriano a “Escola do Guerra”, assim conhecida
nas redondezas devido ao nome do professor José Pinheiro
Guerra. A escola masculina funcionava no lugar de Vila Nova
e a feminina, primeiro na casa da professora D. Lucinda Osório
Pinto Madureira, no lugar da Quintã e mais tarde, também
em Vila Nova. O actual edifício da escola foi construído
mais tarde em 1956. Por sua vez a escola de Covellinhas foi
construída em 1954.
A freguesia possui actualmente um infantário, duas
escolas do 1º ciclo do Ensino Básico e uma escola
do E. B. M. (2º ciclo do Ensino Básico).
Os alunos que quiserem prosseguir os seus estudos terão
que se deslocar a Resende ou Lamego. São Cipriano tem
à disposição dos seus alunos uma rede
de transportes escolares.
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